terça-feira, 10 de junho de 2008

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Olá a todos, uma vez mais.
Hoje, por ser o dia que é, resolvemos contribuir para o limar de algumas arestas; na nossa perspectiva, para a reposição de uma ou duas verdades.

Comecemos pelo significado da Bandeira Nacional, adoptada oficialmente em 1911.
Aprendemos na escola que o Verde simbolizava os campos, o Vermelho o sangue derramado pelos heróis da Reconquista, a Esfera Armilar os Descobrimentos portugueses, os Sete Castelos os sete castelos conquistados aos sarracenos e as Quinas aludiam à Lenda da Batalha de Ourique, segundo a qual, antes do confronto, D. Afonso Henriques terá tido uma visão de Jesus Cristo. No entanto, esta foi uma interpretação veiculada pelo Estado Novo, simpatizante da monarquia, como se sabe.
Apesar de as referências às Armas da Bandeira Nacional estarem correctas, as cores principais adquiriram um sentido adulterado, servindo este post para fazer justiça ao significado original, do início da República. Assim sendo, o Verde representa a esperança e está ligado ao movimento republicano que antecedeu o golpe de estado e o Vermelho, cor combativa, simboliza a conquista, a alegria e a vitória.
Estas são as duas interpretações possíveis e cada um encarregar-se-á de escolher a sua preferida. Talvez devêssemos, contudo, exorcizar os símbolos nacionais das referências da ditadura e optar por uma leitura mais fiel e, inquestionavelmente, mais positiva.

Outra questão que gostávamos de ver exorcizada é a do patriotismo.
Sentimos que está mais do que na altura de nos desprendermos de preconceitos relativos a este assunto, sobretudo agora que as novas tendências políticas põem em causa as soberanias por motivos económicos, sem quaisquer escrúpulos.
Ser-se patriótico não implica ser-se fascista, racista, nem sequer nacionalista ou chauvinista - ideias que repudiamos veementemente por serem ignorantes e animalescas. São erros recorrentes e rótulos facilmente aplicáveis por quem tem interesse em que se perca esse sentimento. Contudo, pensamos que, por um lado, patriotismo é, mesmo num contexto de grande abertura a outras culturas, identidades, e proveniências, sinónimo de amor à terra, ao país, à cultura, à língua e ao povo de que se faz parte e essa concepção não consta no léxico de governo nenhum que passa pela Assembleia da República. Por outro lado, entendemos que esse conceito também se aplica ao empenho na felicidade e dignidade do povo a que se pertence e ao sentido de responsabilidade, competência e compromisso para com ele na sua globalidade, mas também na individualidade, por oposição à visão mais ou menos subliminar mas factual do povo como recursos humanos, massas, combustível de um sistema economicista, poluído por interesses burgueses. Se esta fosse a postura dos nossos governos capitalistas, iberistas e federalistas, certamente seríamos um país muito mais empenhado no Progresso, no desenvolvimento social e cultural e muito dificilmente teríamos tanta gente a viver na miséria.
Sim, fazemos um apelo ao patriotismo e ao seu exorcismo. Um apelo a que se salve este País do pântano em que se afunda dramaticamente a cada dia que passa.
Fica à consciência e ao sentido de responsabilidade de cada um.

Um abraço.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

No passado dia 25 de Abril, pelas ruas da Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto havia inúmeros cartazes azuis-estrelados a promover as celebrações do dia da Europa (dia 9 de Maio). Hoje, dia 9 de Junho de 2008, ainda não vimos quaisquer referências às celebrações do 10 de Junho (amanhã), Dia de Portugal, Camões e Comunidades Portuguesas... Distracção ou estão zangados com a República...?

Censura XXI

A propósito da nossa fonte anterior, o jornal electrónico Portugal Diário da IOL que permite aos seus leitores opinar sobre as notícias, um de nós fez questão de comentar não só o artigo de Mário Soares e Mário Lino, mas outros mais, relativos à eleição de Manuela Ferreira Leite, por exemplo, e nenhum deles foi aprovado pelos exigentes editores da página, responsáveis por evitar a publicação de mensagens descontextualizadas ou que não sigam as normas da boa educação. Sem qualquer explicação, simplesmente não apareceram. Das duas uma: ou não apreciam textos que não se enquadrem em qualquer corrente literária, visto ser essa a única justificação plausível, ou então o pessoal d'O Inconformista começa a incomodar alguma gente... Mas como não somos precipitados, preferimos acreditar que se trata da primeira hipótese, até porque nem queremos sonhar, sequer, que algo tão precioso como a liberdade de expressão seja posto em causa nos dias de hoje...

P.S. - Por via das dúvidas, vamos procurar fontes mais fidedignas.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Disse-se por aí...

«Digam NÃO ao Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa!

Húmido sem 'H'??
Facto sem 'C'??
Afinal onde fica a etimologia das palavras? A língua tão bem tratada por Camões nasceu em Portugal ou no Brasil? Pois eu continuarei, [...]a escrever Humidade, Húmido, faCto, aCto, aCção! [...]
Ninguém tem que alterar a sua forma de escrever para que todos nos entendamos. Nem os portugueses, nem os guineenses, nem os brasileiros! Cada um dos nossos povos lusófonos, tem evoluído e irá continuar a evoluir com as suas especificidades e influências e é na diversidade que nos identificamos como povos. Nenhum acordo me pode obrigar a escrever como os brasileiros nem vice-versa.
Um **FACTO** para mim não é um **FATO**!
Um **FATO** para mim não é um **TERNO**!
Um **ACTO** não serve para Atar: eu **ATO** cordéis!
[...]
Um **CÁGADO** não é um **CAGADO**!

Esta imbecilidade só é possível num país tão fraco, com políticos tão tolos e com um povo que tem exactamente o que merece devido ao seu desinteresse por tudo. Deixarem que o nosso maior património seja adulterado por interesses puramente económicos?!

Acham que os ingleses mudariam a sua escrita porque os americanos são [em maior número]? E os espanhóis com a América do Sul? E a França mudaria a sua ortografia por imposição do Canadá?
Será que continuaremos a comemorar o 5 de Outubro ou o 5 de outubro?
[...]
Já agora e como nota de rodapé, fiquem a saber que vamos alterar 3 vezes mais palavras do Português para o Brasileiro do que o contrário! A escrita portuguesa vai ser completamente abrasileirada. Não posso concordar, apesar de [...] desejar que não vejam nesta posição nenhuma forma de descriminação.
Eu, podem ter a certeza, que, apesar de quererem acabar com o hífen, com as consoantes mudas ou com os acentos e porque tenho orgulho em ser português, [...] continuarei a respeitar a gramática portuguesa como ela é hoje!»

Autor anónimo

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Coffee Break

Pedimos desculpa pela abordagem algo hardcore que se segue, mas a culpa não é nossa, se por vezes nos excedemos...

O Dr. Mário Soares, um dos muitos inequívocos e inesquecíveis heróis de Abril, ex-Primeiro-Ministro e ex-Presidente da República teve uma epifania ao fim de três anos de mandato do presente executivo, tendo surpreendido, inclusivamente, os mais descrentes na consciência social actual dos passarocos que sobrevoam o Poder em Portugal.


Mário Soares e a sua crise de consciência...
Fonte: http://www.portugaldiario.pt/

«Em Portugal, permito-me sugerir ao PS – e aos seus responsáveis – que têm de fazer uma reflexão profunda sobre as questões que hoje nos afligem mais: a pobreza; as desigualdades sociais; o descontentamento das classes médias; e as questões prioritárias, com elas relacionadas, como: a saúde, a educação, o desemprego, a previdência social, o trabalho. Essas são questões verdadeiramente prioritárias, sobre as quais importa actuar com políticas eficazes, urgentes e bem compreensíveis para as populações».
«...Ainda durante este ano crítico de 2008 (...)»
«Urge, igualmente, fortalecer o Estado, para os tempos que aí vêm, e não entregar a riqueza aos privados. Não serão, seguramente, eles que irão lutar, seriamente, contra a pobreza e reduzir drasticamente as desigualdades».


Agora, a resposta clássica à PS... e à Mário Lino, esse monumento à Portugalidade...
Fonte: http://www.portugaldiario.pt/

«O PS e o Governo não estão a dormir, à espera que Mário Soares faça um aviso. Aliás, o Dr. Mário Soares esteve sempre muito atento a estes problemas, por isso concordo que o Partido Socialista tem de estar preocupado com estas situações. É isso que está a acontecer».

Vê-se, aliás, muito claramente o trabalho exaustivo que o governo tem feito para o bem das famílias, dos trabalhadores e dos 2 Milhões de desfavorecidos a viver em Portugal. A começar pelo TGV que vai dar emprego digno e bem remunerado a muita gente, e a acabar nos 6.100.000.000€ disponibilizados para a construção de um aeroporto digno de uma República, com instalações de luxo para as senhoras darem à luz as suas criancinhas, com escolas para os meninos do Interior, faculdades públicas dignas e livres para as gerações futuras, com avionetas à disposição para transportar doentes para os hospitais e centros de saúde, com habitações confortáveis acessíveis a qualquer cidadão, com muitos e enormes campos de cultivo com sistemas de rega sofisticados e amplas zonas industriais para aumentar a produção nacional, vastas áreas destinadas ao comércio tradicional e ainda uma frota de pesca imponente para explorar a nossa ZEE que é a maior da Europa.

«A política social do Governo não deve ser feita a pensar nos votos, mas porque é importante para resolver o problema dos mais pobres. Somos um país com grandes desigualdades, que têm que ser combatidas, pelo que deve ser dada grande atenção às pessoas com maiores dificuldades».
«A pobreza é um problema prioritário que procuramos combater, mas também temos de perceber que existe uma crise internacional. De qualquer forma, temos de ter toda a atenção para as situações mais delicadas, sabendo que a sociedade é muito vasta e tem muitos problemas».

Pior e mais insultuoso do que se ser deliberadamente incompetente é sê-lo descarada e cinicamente porque já resvala o ordinário. Parece impossível como esta gente ainda pensa que consegue enganar alguém.
Mais uma vez, fica a ideia para quem quiser comprá-la.

Até breve.