Olá a todos, uma vez mais.
Hoje, por ser o dia que é, resolvemos contribuir para o limar de algumas arestas; na nossa perspectiva, para a reposição de uma ou duas verdades.
Comecemos pelo significado da Bandeira Nacional, adoptada oficialmente em 1911.
Aprendemos na escola que o Verde simbolizava os campos, o Vermelho o sangue derramado pelos heróis da Reconquista, a Esfera Armilar os Descobrimentos portugueses, os Sete Castelos os sete castelos conquistados aos sarracenos e as Quinas aludiam à Lenda da Batalha de Ourique, segundo a qual, antes do confronto, D. Afonso Henriques terá tido uma visão de Jesus Cristo. No entanto, esta foi uma interpretação veiculada pelo Estado Novo, simpatizante da monarquia, como se sabe.
Apesar de as referências às Armas da Bandeira Nacional estarem correctas, as cores principais adquiriram um sentido adulterado, servindo este post para fazer justiça ao significado original, do início da República. Assim sendo, o Verde representa a esperança e está ligado ao movimento republicano que antecedeu o golpe de estado e o Vermelho, cor combativa, simboliza a conquista, a alegria e a vitória.
Estas são as duas interpretações possíveis e cada um encarregar-se-á de escolher a sua preferida. Talvez devêssemos, contudo, exorcizar os símbolos nacionais das referências da ditadura e optar por uma leitura mais fiel e, inquestionavelmente, mais positiva.
Outra questão que gostávamos de ver exorcizada é a do patriotismo.
Sentimos que está mais do que na altura de nos desprendermos de preconceitos relativos a este assunto, sobretudo agora que as novas tendências políticas põem em causa as soberanias por motivos económicos, sem quaisquer escrúpulos.
Ser-se patriótico não implica ser-se fascista, racista, nem sequer nacionalista ou chauvinista - ideias que repudiamos veementemente por serem ignorantes e animalescas. São erros recorrentes e rótulos facilmente aplicáveis por quem tem interesse em que se perca esse sentimento. Contudo, pensamos que, por um lado, patriotismo é, mesmo num contexto de grande abertura a outras culturas, identidades, e proveniências, sinónimo de amor à terra, ao país, à cultura, à língua e ao povo de que se faz parte e essa concepção não consta no léxico de governo nenhum que passa pela Assembleia da República. Por outro lado, entendemos que esse conceito também se aplica ao empenho na felicidade e dignidade do povo a que se pertence e ao sentido de responsabilidade, competência e compromisso para com ele na sua globalidade, mas também na individualidade, por oposição à visão mais ou menos subliminar mas factual do povo como recursos humanos, massas, combustível de um sistema economicista, poluído por interesses burgueses. Se esta fosse a postura dos nossos governos capitalistas, iberistas e federalistas, certamente seríamos um país muito mais empenhado no Progresso, no desenvolvimento social e cultural e muito dificilmente teríamos tanta gente a viver na miséria.
Sim, fazemos um apelo ao patriotismo e ao seu exorcismo. Um apelo a que se salve este País do pântano em que se afunda dramaticamente a cada dia que passa.
Fica à consciência e ao sentido de responsabilidade de cada um.
Um abraço.

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